Deixar de Fumar? Parabéns pela decisão!

As pessoas que deixam de fumar vivem, em média, mais 10 anos do que aquelas que continuaram a fumar.

Deixar de fumar é a melhor decisão que alguém pode tomar para melhorar a sua saúde a dos que o rodeiam. O tabaco é a principal causa de morte evitável no mundo.

Felizmente, muitas pessoas conseguem deixar de fumar sem qualquer ajuda. Contudo, existem muitas pessoas em que o sucesso é muito dificultado pela maior dependência da substância (nicotina). De um modo geral, as pessoas com mais dependência são aquelas que têm mais sintomas de privação quando tentam deixar de fumar. Irritabilidade, ansiedade, nervosismo, insónia e dificuldade de concentração são alguns desses sintomas que são aliviados quando a pessoa volta a fumar, perpetuando o problema.

O tabagismo deve ser encarado como uma dependência e não simplesmente um “vício” ou um “hábito”. A ciência demonstrou que existe de facto uma síndrome de privação, real e físico, por vezes intenso, quando a pessoa deixa de fumar. Se fumar fosse simplesmente um hábito e não uma dependência, pessoas altamente motivadas para deixar de fumar não teriam tanta dificuldade como frequentemente referem.

Se, por um lado, está em jogo o comportamento humano aprendido e solidificado ao longo de anos, não podemos menosprezar o papel da substância em si (nicotina). Terá, sem dúvida, mais sucesso na tentativa em deixar de fumar, a pessoa mais motivada e decidida. Contudo, mesmo essa pessoa pode estar “refém” da substância altamente aditiva que é a nicotina.

Não existem dúvidas que a motivação é a principal determinante de sucesso em deixar de fumar. Esta é, aliás, a base de grande parte dos tratamentos/serviços, sem evidência científica. Os fumadores que estão dispostos a pagar mais dinheiro por esses “tratamentos” sem fundamento científico algum, são também aqueles que estarão mais decididos e motivados e que obviamente não querem sentir que perderam o grande “investimento”.

A consulta de apoio intensivo em cessação tabágica tem evidência científica. É preconizada por diversas entidades internacionais e nacionais (como a DGS e a Sociedade Portuguesa de Pneumologia, por exemplo). Nela são abordadas questões comportamentais e também a dependência à nicotina. O tratamento com medicação é utilizado, conforme avaliação do médico caso-a-caso. A medicação usada não causa dependência e é utilizada por um curto período de tempo.

Caso queira deixar de fumar tem ao seu dispor o apoio médico especializado, na forma de videoconsulta para sua maior comodidade.